O que você precisa: autoestima ou vaidade?

Quem já não parou para pensar que precisava elevar a sua autoestima ou ser mais vaidoso para se sentir melhor consigo mesmo?

Todos passam por momentos em que questionamentos como esses surgem a cabeça. Momentos esses em que duvidamos de nossas capacidades.

Quando esse tipo de sentimento bate a nossa porta, é possível que procuremos soluções urgentes como: investir mais no visual, nos cuidados com o corpo, com a pele, cabelo, roupas, para que com a aprovação e elogios de outras pessoas, possamos nos sentir mais aceitos e valorizados.

Nesses casos, corremos o risco de alimentarmos muito mais a vaidade do que a autoestima. Isso porque a vaidade está muito relacionada aos cuidados com a aparência, a uma necessidade de exibição de características e qualidades que se julgue ser importantes para conquistar a admiração e a atenção das demais pessoas.

Por isso, é preciso ter cuidado. Quando incorporamos a vaidade em nossas atitudes corremos o risco de caminhar numa linha tênue que pode nos conduzir a arrogância e a limitações importantes em relação ao desenvolvimento intelectual ou emocional.

Mas você pode estar lendo esse texto e pensando: “Ah, mas ter um pouco de vaidade é bom! ”

E a nossa resposta para essa questão é: ter um pouco de autoestima é bom e nos faz muito bem.

Isso porque quem cuida de sua autoestima procura o bem-estar para si próprio, buscando sentir-se bem consigo mesmo, aceitando-se como é, sem ter que fazer nenhuma adaptação para conseguir elogios e compensações externas para atender as suas necessidades.

A pessoa que tem a autoestima elevada valoriza a si mesma. Enxerga as suas capacidades como únicas e, por isso, adquire mais autoconfiança e sucesso em tudo que faz. Quem se mantém com a autoestima elevada consegue enxergar nos outros potenciais incríveis, os reconhece, valoriza e procura aprender, sem se desmerecer pelo fato de não ter esta ou aquela característica observada em outras pessoas. Já o vaidoso tentaria se sobressair, destacando suas qualidades, se sobrepondo perante os outros.

Então exagerar no cuidado pessoal é ruim?

Claro que não! Desde que isso envolva somente o desejo de sentir-se bem consigo mesmo.

Encontramos mais alegria e a satisfação em viver quando enxergamos em nós cada pequena característica com uma grande potencialidade singular.

Quando nos sentirmos importantes em meio ao todo, exatamente do jeito que somos, compreendendo e aceitando toda beleza do nosso ser, poderemos reconhecer em tudo e em todos uma diversidade de belezas particulares.

É importante saber que somos únicos e que podemos fazer a diferença, mas unidos aos outros de igual para igual, juntando forças, ampliando o amor envolvido na prática da autoestima para a coletividade.

Autoestima tem a ver com amor-próprio, realização interior, bem-estar na vida. Já a vaidade tem a ver com aparências, carência e, em algum momento, poderá trazer uma sensação de vazio.

Que possamos dar mais atenção a nossa autoestima.

Que possamos nos divertir mais com nós mesmos!

Que possamos olhar no espelho e enxergar um ser maravilhoso e merecedor de toda felicidade do mundo!

Que possamos nos perdoar mais, entender as nossas falhas e nunca desistir de acertar.

Que possamos nos sentir lindos seja calçando um chinelo velho ou com um sapato importado!

Isso é ser feliz! Isso é autoestima!

É ela que nos ajuda a crescer e encontrar o NOSSO lugar de destaque na vida.

Sejamos felizes!

Karol Peixoto
Karol Peixoto
Paulista, 34 anos é Bacharel em Musicoterapia pela Faculdade Paulista de Artes/SP, Pós-graduada em Arteterapia pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, Reikiana pelo Instituto Luz/SP e está cursando Extensão Universitária em Dependência Química na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Desenvolve trabalhos terapêuticos focados em Saúde Mental e durante sua trajetória atuou em diversas instituições de apoio a: Dependentes Químicos, Pacientes Soropositivos; Grupos de 3ª. Idade; Crianças com deficiências mentais; Crianças com câncer e pacientes com problemas Psiquiátricos . Atualmente realiza atendimentos em clínica particular.

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